A palavra “pecados” no título desta postagem sugere menção a algo sagrado. E ao mencionar os motoristas, a imediata associação que faço é com São Cristóvão, o protetor dos motoristas.
Diz a lenda que São Critóvão era um “homem gigante que, após converter-se, dedicou-se a ajudar viajantes a atravessar um rio caudaloso. Ao carregar um menino que ficava cada vez mais pesado, descobriu tratar-se de Jesus, carregando o peso do mundo“. Logo de cara, há motivos para questionamento, pois também é dito que “cristóvão significa aquele que carrega Cristo“.
Então, Cristóvão passou a ser o nome do gigante depois de carregar Jesus? E, se era um homem gigante, poderia ser parente de Golias, aquele foi morto por Davi, supostamente com uma pedra?
A explicação do Google é um tanto suspeita. Explica que “a ação de transportar Jesus com segurança pelo riofoi associada ao ato de dirigir e conduzir veículos, tornando-o o protetor ideal para quem viaja e transporta cargas ou pessoas“. Ora, se o transporte foi feito pelo rio, e não havia veículos motorizados na época, não seria mais lógico que São Cristóvão fosse o protetor dos barqueiros?
Enfim, não importa. Vamos ao tema principal da postagem: os maus motoristas. Mas, antes, me perguntei qual seria o santo protetor dos pedestres, e a resposta me surpreendeu. É São Cristóvao!
Os pecados
Interpretação de sinais
Os sinais são criados por estudiosos para que, de maneira natural, qualquer pessoa, mesmo que analfabeta, consiga entendê-los e saber o que significam. Ao se deparar com símbolos como estes (à direita) nas portas de banheiros públicos, todos sabem em qual deles podem entrar.
No trânsito, também nos deparamos com sinais claros indicando o sentido obrigatório, a proibição de estacionamento, travessia de pedestres, existência de cancela, pista derrapante e muitos outros. Porém, há quem faça questão de desrespeitá-los.
Sinais que indicam vagas especiais de estacionamento são frequentemente desprezados por motoristas, especialmente os mais jovens. Talvez queiram mostrar rebeldia, talvez não tenham recebido educação, mas o fato é que não se importam de causar dificuldades para aqueles que, por lei, têm o privilégio de estacionar ali.
Nas vagas de estacionamento em vias públicas também existe muita “barbeiragem” (sem ofensa à profissão). Os “meia-roda” avançam na vaga da frente, ou na de trás, embora sejam amplas o suficiente para veículos maiores, como caminhonetes e vans.
Esse tipo de motorista pode ser facilmente encontrado nos estacionamentos de shopping centers e supermercados. Seus veículos estão sempre fora de posição.

Um acessório essencial
Conhecidas como “setas” ou “pisca-pisca”, as lâmpadas sinalizadoras de direção instaladas na parte frontal e traseira dos veículos, e às vezes também nas laterais, que deveriam ser usadas para avisar os outros veículos que será feita uma conversão (ou curva) para um dos lados, compõem um conjunto de alerta comumente esquecido pelos motoristas novatos e meias-rodas.
Há um vídeo interessante no Instagram sobre quem inventou esse acessório. Vale a pena assistir (clique aqui).
Abertos a xingamentos

Entre todos os motoristas despreparados que não merecem suas Carteiras de Habilitação, há os que não têm a mínima consideração pelo próximo. A pessoa que estaciona em frente a uma garagem serve como exemplo, ainda que a garagem pertença à casa de sua mãe. Lei é lei e deve ser cumprida. Entretanto, essas pessoas são as mais preguiçosas e reclamam quando têm que caminhar alguns metros. São as mesmas que param em fila dupla quando buscam seus filhos nas escolas, ou quando encontram um(a) amigo(a) na rua e travam o trânsito enquanto batem papo sem pressa alguma.
As pragas do trânsito
Os pulgões, as cigarrinhas-do-milho, as moscas, as cochonilhas, os ácaros, trips e as lagartas helicoverpas são pragas conhecidas e combatidas de maneira relativamente fácil com determinadas soluções e pesticidas.
Já os motoqueiros são mais resistentes, ousados e unidos que todas elas.
Como diz a personagem Jackson Faive de Marcos Luque, “— Eu sinto que ocês queria se livrar de nós. Mas num vão! Nós viemo pra ficar, mano, nós se prolifera, Joe“. A comédia imita a vida. Se um motoqueiro cair e você estiver por perto com seu carro, em segundos estará cercado por dezenas deles. De acordo com o próprio Jackson Faive, “sai três do bueiro, dois desce da árvore, três sai do porta luva…” (vídeo da cena).
Eles têm pressa, andam em zigue-zague e, se preciso, passam por cima dos carros. Você não os vê, apenas ouve a buzininha irritante.
Maus motoristas
Em todas as áreas da cidade com estacionamento permitido, E PAGO, a demarcação das vagas é frequentemente desrespeitada, demonstrando a falta de preparo dos motoristas. Esse tipo de infração não resulta em multa?
Abusos no bairro do Lanifício
Ninguém é contra o desenvolvimento do bairro com a chegada de novos estabelecimentos comerciais e de serviços. Ao contrário, há plena aprovação dos moradores, desde que isso não afete negativamente as nossas vidas.
Conclusão
Se eu fosse uma autoridade de trânsito, recolheria as CNHs de uns 95% dos motoristas e os obrigaria a fazer um curso de atualização, uma reciclagem com testes de baliza usando veículos reais, não cabos de vassoura. A maioria seria reprovada.
E você, o que faria?






















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