Sexta culinária

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A vida é feita de detalhes, e aqui cada detalhe foi pensado na família” – declarou o prefeito Carlos Chinchilla na reinauguração da Praça da Bandeira, em março de 2025.

Uma postagem no site oficial da cidade, em 1º de abril, informava que a revitalização, realizada pela Prefeitura em parceria com as secretarias de Planejamento Urbano e Turismo, trouxe diversas melhorias, como a limpeza dos quiosques, troca da iluminação e a construção de novos bancos.

Ainda naquela publicação: “Uma das principais mudanças foi a abertura da rua lateral, permitindo que motoristas que vêm pelo sentido Manoel Ferraz de Campos Sales possam acessar essa via em direção ao fórum, contribuindo para a descongestão (sic) do trânsito.

Opinião pessoal

Confesso que tenho dificuldade em elogiar algumas iniciativas da Administração Municipal, e não me restrinjo à atual gestão. É incompreensível, para quem conhece um pouco mais que a área deste Município, que Arujá – antes dependente de Santa Isabel –, Igaratá e Guararema (para citar apenas as mais próximas) nos tenham ultrapassado em desenvolvimento e continuem progredindo enquanto permanecemos estagnados. E mais: é surpreendente que os políticos locais se vangloriem por coisas mal planejadas e mal feitas.

Rua lateral da Praça da Bandeira

A feira anula totalmente a recém criada rua lateral e bloqueia o trânsito em toda a área defronte a igreja de Nossa Senhora do Rosário, desviando o fluxo de veículos para a Rua Quinze de Novembro que passa por trás da igreja, desconsiderando e tumultuando o tráfego de sentido contrário da Rua Diogo Batista Nunes. Isso é porque a cidade não tem espaços adequados para promover eventos. Tudo é improvisado.

Parece ser improvisado também o “jornalismo” oficial que anunciou que as melhorias na Praça da Bandeira ajudariam na descongestão do trânsito. A palavra descongestão é utilizada para definir o processo de alívio da congestão nasal, comum em gripes, resfriados e alergias. O correto seria usar descongestionamento, que significa desobstrução.

Erros evitáveis

Os erros da Administração Municipal (desta e de outras) são consequentes das más escolhas de seus secretários, principalmente. Não há dúvida de que possam ser pessoas simpáticas e agradáveis, talvez sejam até competentes nas áreas de onde vieram, mas isso não significa que estavam preparadas para as funções que ocupam. Boa parte das nomeações foi feita por agradecimento de suas participações ao longo da(s) campanha(s) política(s), não por conhecimento técnico. Este é um mal da política cujo exemplo vem de cima para baixo. Como sabemos, nem mesmo a maioria dos ministros da mais alta Corte possui “notável saber jurídico” ou “reputação ilibada”, mas está lá, usufruindo de um poder vitalício.

Nosso consolo é que os políticos locais podem até se reeleger, mas logo precisarão ceder suas cadeiras aos sucessores. Não há mal que sempre dure, nem bem que nunca de acabe.

Precisamos nos conscientizar de que estamos ficando para trás, perdendo boas oportunidades para as vizinhas, sem conseguir justificar o slogan dado à cidade.

Caos no trânsito

Nota: No horário em que as imagens foram feitas (30/01/2026 – 17h00) o movimento ainda era suave.

Um dos problemas causados pela escolha da Praça da Bandeira como “local de eventos” é o transtorno causado no trânsito na região central. Além das vagas de estacionamento serem insuficientes, o desvio forçado por trás da Igreja do Rosário é feito sem planejamento, ou melhor, sem nenhuma noção.

As alternativas para evitar isso seriam, no mínimo:

  1. Impedir o estacionamento de veículos nas vagas existentes atrás da igreja e definir o trânsito nos dois sentidos naquele trecho;
  2. Colocar cones ou cavaletes que indicassem o sentido obrigatório à direita para veículos que descem a Rua Diogo Batista Nunes e pretendem seguir para o bairro do Lanifício, impedindo-os de desafiar o tráfego contrário;
  3. Criar um local adequado para eventos (ideal) ou realizá-los onde há mais espaço e facilidade de estacionamento (talvez o pátio do terminal rodoviário, à rua Prefeito José Raimundo Lobo).
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