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quinta-feira, abril 16, 2026
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O abandono do bairro do Lanifício

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Lamentavelmente, talvez devido aos investimentos necessários, ou simplesmente à falta de vontade de resolver o problema, LANIFÍCIO, como já dito centenas de vezes antes, não é um bairro, mas, uma referência ao galpão da Paramount, hoje de propriedade do Grupo Buscarioli. A região abrangida pelo que é chamado de bairro do Lanifício pertence à gleba Gerê Muniz. Por isso não temos uma definição clara dos limites do que consideramos como nosso bairro, e, provavelmente pelos mesmos motivos, ainda não temos CEPs por rua nesta cidade.

Uso e costume

Devido à proximidade com o referido galpão – ponto de referência –, moradores de algumas ruas atribuem seus endereços ao bairro do Lanifício (já identificamos essas ruas em outras postagens), inclusive ruas mais próximas ao centro (região denominada “Monte Serrat” pelo Google). Resumidamente, podemos definir como limites a Praça Major Ângelo Vera, a Rua Padre José Anchieta, passando pela Rua Osvaldo Cruz e suas transversais, as ruas São Paulo e Castro Alves, incluindo sua interseção, reunindo aproximadamente 200 imóveis residenciais, representando cerca de 400 eleitores, no mínimo. A despeito de seu potencial, o bairro está abandonado – tanto pela prefeitura quanto por seus moradores, convenhamos – e com muitas necessidades.

O que poderia melhorar

Arborização

A existência de árvores em abundância nas áreas urbanas é extremamente positiva, melhora a qualidade do ar através da absorção de CO2 e a retenção de poluentes, ajuda a controlar a temperatura e a umidade com suas sombras e transpiração, e reduz o ruído. Além disso, a arborização urbana oferece espaços para lazer e convívio, suporta a biodiversidade e contribui para a sustentabilidade urbana e a drenagem de águas pluviais. Porém, quando não há acompanhamento e tudo é deixado a cargo da natureza, as consequências podem ser cruéis.

A escolha do lado e da largura da calçada e do tipo de árvore ou arbusto, assim como a existência de fiação elétrica aérea são fatores fundamentais a serem considerados. O passeio público (calçada) deve ter largura confortável para o trânsito de pedestres, não pode ter degraus e outros obstáculos que possam causar quedas, nem ser usado para estacionamento de veículos.

Árvores crescem e precisam de podas regulares, a fim de evitar acidentes e servir de camuflagem para elementos suspeitos. O tipo de pinheiro kaizuka, por exemplo, se avoluma sobremaneira e de forma irregular. Vários deles ocupam as calçadas na esquina das ruas Osvaldo Cruz e Soldado João Soares, ao lado de uma frondosa árvore ficus benjamina, conhecida por alastrar suas raízes por dezenas de metros e destruir construções.

A propósito, os exemplares que foram plantados nas calçadas frontais e traseiras do galpão do Grupo Buscarioli há tempos não são podados, como era de costume da empresa.

Na mesma rua há outras árvores enormes que precisam de poda. Entretanto, parece que a prefeitura não possui profissionais com conhecimento suficiente de botânica, e os que se prestam a fazer o serviço acabam mutilando as árvores de maneira desastrosa.

Fiscalização e Policiamento

A fiscalização da prefeitura parece ter sido desativada há décadas, e tão antiga quanto ela é a promessa da criação da Guarda Municipal.

Notícia de maio de 2025 informa que 25 aprovados no concurso para compor a Guarda Municipal foram convocados para treinamentos. Entre eles, há – segundo a notícia – “um número expressivo de bilíngues” e 95% com “formação universitária e cursos de artes marciais”. Decorridos quatro meses desde então, ainda não os vemos nas ruas. Ademais, certamente não fiscalizarão as queimadas (quase diárias nesta última semana) que causam danos às pessoas.

Quanto ao policiamento, ocasionalmente uma viatura da ronda escolar circula pelo bairro, pela manhã ou no início da noite (procurando estudantes que matam aula?).

Não há policiamento ou fiscalização preventiva, com efeitos reais.

Zeladoria etc.

De maneira geral, falta preocupação, interesse, planejamento, zeladoria, regularidade e competência, não apenas por parte da prefeitura, mas, também, dos vereadores que nos visitam a cada quatro anos para nos pedir votos.

Uma lombada feita de paralelepípedos no início da rua Alcino Acácio de Camargo (cuja placa de identificação foi removida para correção e jamais reposta) está danificando os veículos que por ali circulam sem conhecê-la. As pedras, já soltas, muitas vezes estão com suas quinas para cima. Uma inutilidade, diga-se, já que quem gosta de velocidade acelera em todo o percurso daquela via, submetendo os pedestres a riscos.

Continuo defendendo a criação de um espaço de convivência em lugar da ruela. Leia a postagem.

O mato cresce solto, pichações se espalham em todos os espaços, prejudicando inclusive o trabalho dos grafiteiros da TBC (imagem inicial deste post), as calçadas super estreitas não recebem manutenção, buracos perigosos são causados pela erosão, devido à falta de previsibilidade.

Descaso geral

Seria possível escrever uma lista de reivindicações e críticas que dizem respeito a toda a cidade, entretanto, mais importante é encontrar soluções para os problemas em vez de simplesmente apontá-los.

Por exemplo, o artigo de número 42 do Decreto-Lei nº 3.688 de 3 de outubro de 1941, (Lei de Contravenção Penal) – complementado por leis municipais –, tipifica como perturbação do sossego alheio:

I – gritaria ou algazarra;
II – profissão incômoda ou ruidosa, em desacordo com as prescrições legais;
III– uso abusivo de instrumentos sonoros ou sinais acústicos;
IV – provocar ou não impedir barulho produzido por animal de que tem a guarda.

Cabe ao Poder Público fiscalizar, acatar as denúncias recebidas e fazer cumprir a lei sempre que necessário.

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2 COMENTÁRIOS

  1. Parabéns, pelos seus comentários, Léa Corrêa Pinto ( sobrinha neta de Francisco Sales Prudente Corrêa- Franciscano Secular Independente) apelidado carinhosamente pelos isabelenses por Barba Azul.

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