
Em Curitiba, PR, existe um bairro chamado Bigorrilho onde uma das ruas, que leva o nome de Fernando Moreira – professor mineiro nascido em 1867, criador da Faculdade de Direito da Universidade de Direito do Paraná – ficou conhecida como Rua dos Chorões graças à quantidade de salgueiros-chorões (Salix babylonica) que margeiam o córrego Bigorrilho.
Essa informação, encontrada por acaso numa pesquisa feita no Google sobre “chorões” para ilustrar esta postagem, revelou várias curiosidades e coincidências que são abordadas a seguir.
A primeira curiosidade é o nome pelo qual o tal córrego e o próprio bairro – um dos mais nobres de Curitiba – são conhecidos: Bigorrilho. Ao buscar o significado dessa palavra, encontrei-a no dicionário Aurélio como “indivíduo reles, desprezível“. Outra definição, de acordo com o site da JBA Imóveis, a classifica como “substantivo masculino que significa ‘indivíduo fraco, mas metido a valentão’. Bigorrilho também é o nome atribuído aos políticos considerados de oposição ao golpe militar de 1964, mas que passaram a apoiar o movimento por conveniência pessoal.”
Ficou ainda mais interessante ao encontrar essa ligação com a política brasileira, o que serviu de gancho para nos trazer ao tema principal desta postagem, já que foram os políticos que deram início ao uso dos ais (ains, para ser mais preciso) em lugar dos uais(UAI é uma interjeição usada para expressar surpresa, espanto, admiração, dúvida, impaciência, ou até mesmo susto. É uma marca registrada dos mineiros e faz parte da identidade linguística de Minas Gerais). Isso esclarece o título da postagem: em vez de se indignarem com os absurdos que surgem todos os dias no Brasil, as pessoas com tendência esquerdista passaram a se colocar como vítimas pertencentes a minorias supostamente frágeis e desprotegidas e a se queixar de tudo, reivindicando privilégios que os resilientes veem como vitórias naturais decorrentes de seus próprios esforços.
Simples assim. Passaram a usar ais (lamentações) em lugar de uais (indignação, questionamentos), porque é mais fácil, não requer esforço algum esperar que as coisas caiam do céu.
As ligações
Ora, o que são alguns políticos de esquerda com maior projeção em função de suas ações condenáveis, senão chorões, indivíduos fracos metidos a valentões e totalmente desprezíveis? A lista é enorme e encabeçada por ninguém menos que o sujeito que ocupa hoje a cadeira de Presidente da República!

Eles são muitos, não caberiam todos aqui, mas ocupam espaços demais em todas as instâncias da política, se tornaram mestres na cooptação de fracos e perdidos que hoje são a massa de manobra que faz eco às suas lamentações como coitadinhos que se julgam merecedores de cuidados especiais, enquanto os verdadeiros prejudicados são os mais castigados – haja vista os aposentados que conquistaram excelentes salários antes de 1999 e hoje vivem com a miséria de um salário mínimo, graças a um chorão, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e à cumplicidade da maioria dos atuais ministros do STF, a pedido de Luiz Inácio Lula da Silva.
A derrota dos cooptados
Essa choradeira das supostas minorias começa a perder força. Afinal, até cegueira moral tem cura! Os defensores da esquerda estão percebendo que entraram num barco furado e que a água já está batendo em seus queixos. Ou saltam do barco enquanto há terra firme por perto, ou dobram suas apostas esperando que o governo lhes mande boias salva-vidas sem garantia de que flutuarão se forem usadas. Finalmente, até parte da imprensa vendida – a mais inteligente – reconhece isto e já começa a abandonar os que a sustentam financeiramente, admitindo que os argumentos dos conservadores são coerentes e verdadeiros, ao contrário das frágeis narrativas mentirosas do lado político oposto. O UOL e a Globo News parecem ser casos perdidos.
Os militantes mais fieis ao governo PT (PT = Partido das Trevas ou Perda Total), como os comentaristas abaixo, entre outros, se destacam por se permitirem, sem nenhuma vergonha, ao ridículo de defender o indefensável e, muitas vezes, mentir sobre a realidade.
O esforço dos jornalulistas, também conhecidos como jornazistas, para destruir as imagens daqueles que odeiam chega a ser patético e, sem sombra de dúvida, o fazem por questões pessoais, desconsiderando totalmente os interesses do país. Trata-se de uma espécie de vingança, possivelmente por terem perdido certas mamatas outrora concedidas por governos populistas. Algo muito semelhante à ação de artistas que perderam o acesso às verbas da Lei Rouanet na época da moralização.
Seguindo as orientações (ordens, imposições, condições para pagamento, sugestões como garantia de emprego e coisas similares) de seu maior anunciante, esses militantes distorcem declarações, ignoram contextos, inventam mentiras e fingem não ver o que lhes é esfregado nas fuças.
O povinho, cada vez mais ignorante e dependente de migalhas, assiste aos noticiários e vê esses inúteis incentivando a choradeira como se o normal fosse um crime hediondo.
Durante a pandemia, ao comentar sobre trabalhadores que reclamavam do lockdown por passar fome, Maju Coutinho debochou: “o choro é livre”.
Bem, tudo indica que os “cumpanhêro” assimilaram aquela frase zombeteira e passaram a chorar de verdade, e ainda mais, mesmo quando não têm motivo. Choram porque não têm competência para fazer o bem feito, para conquistar o que pede esforço e dedicação; choram porque se tornaram mimadinhos que gostariam de receber a comida já mastigada em suas bocas, como os filhos dos esquimós. Sim, algumas culturas indígenas do Ártico, como os esquimós (ou inuit, como preferem ser chamados), têm a prática de mastigar alimentos antes de oferecê-los aos filhos, especialmente quando as crianças são muito pequenas. Mas não fazem isso para um bando de adultos preguiçosos e acomodados!
Enquanto o povo brasileiro se mantiver acomodado, esperando que alguém satisfaça seus desejos e necessidades – pedindo a intervenção das Forças Armadas, por exemplo –, continuaremos a viver no Bananil, ou Brazuela, como animais adestrados, acusados de coisas que não somos, com medo de punições que não merecemos, aceitando os mais descabidos absurdos.
Já me manifestei em banner numa versão anterior deste site, esclarecendo que não sou um adorador fanático de qualquer político; não sou bolsominion, ou gado. No meu cérebro esclarecido, neurônios bem treinados me permitem questionar e discernir, separando o certo do errado com base nos fatos e em suas consequências. Condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro a 38 anos de prisão e manter presos os brasileiros que estavam no mesmo lugar que os baderneiros de 8 de janeiro, como pretendem os ministros do STF sem nenhum amparo legal, é, na minha opinião, uma vingança descabida, motivada apenas pela frustração de serem tão pequenos moralmente.





























