
Em 2018, o advogado Cristiano Caiado de Acioli (foto à direita), filho da subprocuradora-geral da República aposentada Helenita Amélia Gonçalves Caiado de Acioli, disse ao então ministro Ricardo Lewandowski que o Supremo Tribunal Federal era uma vergonha. Embora saibamos que entre as liberdades que nos são garantidas a liberdade de expressão e de pensamento é um direito constitucionalmente previsto no Brasil, permitindo que todos, sem qualquer discriminação, possam expressar-se segundo o seu livre pensamento, o advogado foi detido a mando do ministro.
Segundo alguns juristas, o episódio que envolveu o ministro Lewandowski e o advogado passageiro em um avião prestes a decolar é algo que, olhado pelo prisma constitucional deste país, é uma aberração que merece providências legais. Em outras palavras, houve exagero, abuso de poder por parte de Lewandowski.
Passados seis anos, várias publicações noticiaram que “a credibilidade do STF está em queda livre”. Até mesmo o Estadão, que por muito tempo defendeu ou poupou o governo e os ministros do Supremo Tribunal Federal de críticas, repercutiu essa manchete, informando que “segundo pesquisa do PoderData, o contingente de brasileiros que consideram o desempenho do STF ‘ótimo’ ou ‘bom’ diminuiu de 31% para 12%. Os que consideram ‘ruim’ ou ‘péssimo’ passaram de 31% para 43%“.
Podemos afirmar com convicção que, em boa parte, essa desaprovação é causada pela atuação de alguns ministros que compõem a Corte, com enfático destaque para Alexandre de Moraes, Luis Roberto Barroso, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Cristiano Zanin, seguidos de perto pelos demais, cada um com seus equívocos, medos e, acima de tudo, suas vaidades.
Apesar disso, nada mudará esse cenário para melhor. Ao contrário, julgando-se donos da verdade, salvadores da democracia, intocáveis superiores mais perfeitos que Deus, contam com a proteção do atual governo, favorecido por seus atos e decisões.
Dos 11 ministros, seis estão fervorosamente defendendo o atual governo e conseguem, sempre que querem (ou que alguém manda), o apoio da ministra Cármen Lúcia, aparentemente em pânico entre tantos homens. Afinal, em decisão “excepcionalíssima“, ela já admitiu abertamente o desrespeito à Lei. Três outros ministros são flexíveis às pressões dos demais. Em algumas ocasiões, chega a dar pena do quase valente ministro André Mendonça ao vê-lo resistir inutilmente a tais pressões.
Como – já é impossível negar diante de tantas demonstrações descaradas – mais da metade dos ministros que se afirmam supremos sucumbiram à vaidade e perderam o controle sobre o Ego, agindo como crianças mimadas que não aceitam a autoridade de seus pais, está na hora de dar a eles um choque de realidade!
Os nomes desses ministros são mais conhecidos que os dos jogadores da Seleção Brasileira de Futebol, e não por bons méritos. Os menores pecadores são aqueles que se fingem de bobos e encontram desculpas para não declarar suas opiniões, especialmente quando contrárias à do novo “rei da Brazuela”, o temido tirano Alexandre de Moraes, escolhido para fazer o que os outros não têm coragem de fazer, seja com o apoio da Constituição Federal ou até mesmo sem levar a Lei Maior em conta. e com requintes de sadismo e sarcasmo. Este jamais morrerá de infarto, pois certamente não tem coração.
Para eles, não faz diferença alguma se o STF ou seus ministros ainda têm credibilidade. Eles se apoderaram do que não tinham direito e agora mandam no país, porque sabem que o povinho brasileiro é manso e, assim como a ministra Cármen Lúcia, não teria coragem para enfrentá-los. Ela precisará resistir por mais cinco anos até a chegada de sua aposentadoria compulsória, se viver até lá, ou seguir o exemplo do ex-ministro Joaquim Barbosa, que se aposentou quinze anos antes do previsto sem grandes explicações.





